Depois das Eco-Girls, apresentamos os Eco-Boys !

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O consumo masculino vem se modificando, e não só aumentando em quantidade mas também em exigência. Os jovens consumidores principalmente  começam a ter cada vez mais consciência da responsabilidade do ato de consumir e da necessidade de expandir os critérios na hora de comprar .

 Nós do SSE recebemos muitos email de meninos, rapazes e homens que buscam , da mesma forma das Eco-girls, informações e dicas de como encontrar novas maneiras de se relacionar com as marcas que consomem, produtos que usam e claro com as roupas que vestem. Um deles é o Pedro, prestes a completar 18 anos, estuda Comunicação Social – Publicidade e Propaganda na USP e mora em São Paulo, que se tornou um ótimo exemplo de Eco-Boy.

Pedro Zanotto

Na hora de consumir, Pedro leva em consideração preços coerentes, bons tecidos e autenticidade nas peças. Segundo ele, Os Eco-boys procuram brechós “Que felizmente são unissex,” mas não relacionam nenhuma marca especificamente a essa novo hábito,  mais consciente de comprar. “Não conheço nehuma marca de moda sustentável para meninos, no meu caso, às vezes compro peças femininas, como as calças “skinny”, por não encontrar uma calça pensada para um homem que não quer o modelo tradicional. Essa separação masculino-feminino vai se tornando algo sem utilidade, pois limita o uso das peças a um gênero e confirma essa antiquada noção homem-mulher.” enfatiza.

Os eco-boys segundo Pedro procuram evitar peças que envolvam peles, couro ou trabalho escravo, “Porque, ao comprar, financiamos todo um sistema e eu não ficaria feliz em fomentar a mutilação de animais ou a exploração desregulamentada do trabalho. Fora o fato de que existem, hoje, tecidos artificiais de boa qualidade, que são uma alternativa a quem não concorda com esses sistemas.”

Mesmo que inconscientemente, Pedro acredita que os homens estão se tronando consumidores mais engajados  “Essa ideologia ainda está presente em poucos, isto é, há quem compre em brechós ou use roupas do “guarda-roupa do avô” porque isso “está na moda”, e não porque pensa num processo de reaproveitamento de peças que iriam para o lixo ou ficariam esquecidas, sem uso. Mas acredito que seja uma questão de tempo e da informação chegar cada vez até mais pessoas.”

Segundo pesquisas feitas por nossa equipe , o nascimento de grupos como os eco-boys pressionam o mercado de moda e as marcas  começam a sentir necessidade  de se mexer para atender esse  novo público.

Algumas já começarram e sairam na frente . Dá uma olhada:

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Upcycling nas lindas carteiras feitas luvas de baseball antigas da Coach e gravatas da FIGS- cada gravata vendida significa um uniforme para crianças africana em estado de risco.

Da esquerda para a direita: Camiseta em Algodão orgânico da Eden, tennis em juta da Amazônia da Osklen, look do Ronaldo Silvestre, sandália da Gooc e look da TNG com jeans reciclado.

 

Em parceria com a  E-Tex Ecológica, empresa que desenvolve tecidos 100% reciclados, reaproveitando o descarte das confecções e garrafas PET, A NEW CAPTAIN lançou sua linha de underwear.

Esses são sinais dos novos tempos, da Nova Era da Moda, mas o que precisamos lembrar é que  ainda há muito que se discutir , sendo a questão ecológica do “consumo fashion” um caso sem gênero, uma discussão a todos que compram roupas.“E apesar das diferenças entre boys x girls, ser Eco independe do sexo, é um estado de consciência social que vai além das barreiras sexuais”. finaliza Pedro.

 E você é um Eco-Boy, conhece algum ? Tem dicas para dividir conosco?

ps- um super obrigada  e um beijo ao Pedro que nos inspirou e nos ajudou nessa matéria!

bjs

LOve

Chiara