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| Luciano Zafir usa camisa com detalhe em renda no desfile da Fátima Rendas |
Dada a dificuldade da técnica e o ritmo lento de produção, a renascença esteve ameaçada de extinção. Tida como algo inviável do ponto de vista econômico, este bordado foi relegado à categoria de mero passatempo para senhoras de idade.
Tudo mudou na década de 80, quando órgãos de fomento enxergaram beleza da produção local, e, em consequência, a viabilidade econômica na produção. O segundo passo desse resgate ocorreu quando as bordadeiras começaram a se organizar em cooperativas. A renda trazida pela renda sacudiu também a estrutura social da região de Pesqueira e Poção - hoje é comum ver famílias inteiras sentadas à porta de casa, bordando. Sim, homens inclusive. As mulheres ganharam poder econômico – e, em decorrência, força e voz na região. Em Poção, a renascença responde por 80% da geração de renda do município.
Falar da transformação social trazida pela renda não seria tão interessante se o produto local não fosse – me segura – LINDOLINDOLINDO.
Tem coisa mais linda e delicada que renda feita à mão? E tem coisa mais antiga que achar que renda só serve para fazer paninho de mesa?
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| desfile Fátima Rendas |
Da renda original, em monocromia branca, a técnica evoluiu para o uso de cores e grafismos cada vez mais sofisticados.
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| pala em renda |
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| pala bicolor |
Os artesãos começam a expor seus trabalhos na internet e já é fácil adquirir rendas diretamente, tudo por uma fração do preço que você pagaria se adquirisse numa loja.
O que eu vou fazer com minhas peças? Oras, quero viver de renda! Vou entrar numa vibe DYI e colocar renda em decote de blusas, nas costas de vestidos, como detalhe em regata, fivela no cabelo e a lista não acaba mais nunca.
E você, não quer viver de renda, também?





